"Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referências. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó. Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é."
Martha Medeiros.  
(via resquicio)

(via resquicio)

poecitas:

E esses teus cacos
que mais parecem
quebra cabeça
faltando peças,
um dia alguém
vai conseguir formar
um lindo quadro
a ser colocado
na sala de estar
pra todo mundo ver
que alguém soube
te decifrar.

Murmúrios

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remanence-of-love:

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(via mergulho-poetico)

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eu não quero ouvir

traqueostomia:

sobrevive ao meu descompasso, amor
que eu prometo sobreviver ao grito que ecoa
minha mente dizendo que você nunca quis sobreviver a nada.
hoje eu desci do trem antes do ponto de chegada
pra poder soluçar toda a sujeira que meu subconsciente
uivou a noite inteira
eu não quero ouvir
eu não quero ouvir
eu não quero ouvir
mas tudo parece querer parar as horas
e me prender no meu próprio inferno
quando você dorme, a noite ainda continua pra mim
sempre que eu vejo as fagulhas de escuridão pairando sobre o céu
eu peço, silenciosamente, socorro
eu não quero ver os meus monstros passando as mãos em mim
eu não quero ouvir os meus monstros sussurrando delírios aos meus ouvidos porque dói, queima, arde e o que eu sinto é nojo
quando você vem me ver, tudo fica tão quieto
você é aquela paz que, em algum momento, me faz adormecer
mas hoje você não vem e a noite já pôs as estrelas pra piscar
espero que o desespero não me faça chover

Ninguém sabe o que aconteceu

traqueostomia:

Dos meus relâmpagos ninguém quis saber

Eu sei que você não vai querer lidar 

Os meus demônios não podem ser nossos

Paro e lembro 

Desde criança

Quando mamãe me deixava só e parecia que os monstros iam me pegar 

Eu deitava em posição fetal 

Cantava pra me acalmar 

A verdade é que existe um limite de sofrimento momentâneo

Quando o seu corpo não aguenta mais o trauma e você dorme


Na calada da noite, a criança quis brincar 

Quando tento pensar em qualquer coisa que me desvie da rota imaginária que a minha mente traçou até a boca do inferno 

Me dissipo 

Quantos comprimidos? 

Eu quero me jogar da ponte mais alta que houver 

E quando a minha pele tocar a água 

Eu já serei um mar de lágrimas secas 

Sem pavor, sem medo 

quatro anos

traqueostomia:

resistir não me salvou do inferno
eu ainda estou aqui
contando números irregulares de motivos pra te contar que foi mentira
que
as 93849389 vezes que eu enxuguei o rosto
os soluços pontiagudos na garganta
os amigos novos
as tantas tentativas de caber inteira num corpo que só me entende pela metade
não salvaram a minha pele das queimaduras de terceiro grau

me perdi nos polos da minha mente
e lamento ter sido lesionada a crer que haveria cura
redenção

faz quatro anos
ainda
estou
aqui

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me-afastei:

te agradeço por me olhar com calma.

(via compostos)

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radianos:

a confusão que vive na sua cabeça
não define quem você é.

cr.

(via compostos)

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