(via resquicio)
(via resquicio)
(via resquicio)
E esses teus cacos
que mais parecem
quebra cabeça
faltando peças,
um dia alguém
vai conseguir formar
um lindo quadro
a ser colocado
na sala de estar
pra todo mundo ver
que alguém soube
te decifrar.
Murmúrios.
sobrevive ao meu descompasso, amor
que eu prometo sobreviver ao grito que ecoa
minha mente dizendo que você nunca quis sobreviver a nada.
hoje eu desci do trem antes do ponto de chegada
pra poder soluçar toda a sujeira que meu subconsciente
uivou a noite inteira
eu não quero ouvir
eu não quero ouvir
eu não quero ouvir
mas tudo parece querer parar as horas
e me prender no meu próprio inferno
quando você dorme, a noite ainda continua pra mim
sempre que eu vejo as fagulhas de escuridão pairando sobre o céu
eu peço, silenciosamente, socorro
eu não quero ver os meus monstros passando as mãos em mim
eu não quero ouvir os meus monstros sussurrando delírios aos meus ouvidos porque dói, queima, arde e o que eu sinto é nojo
quando você vem me ver, tudo fica tão quieto
você é aquela paz que, em algum momento, me faz adormecer
mas hoje você não vem e a noite já pôs as estrelas pra piscar
espero que o desespero não me faça chover
Dos meus relâmpagos ninguém quis saber
Eu sei que você não vai querer lidar
Os meus demônios não podem ser nossos
Paro e lembro
Desde criança
Quando mamãe me deixava só e parecia que os monstros iam me pegar
Eu deitava em posição fetal
Cantava pra me acalmar
A verdade é que existe um limite de sofrimento momentâneo
Quando o seu corpo não aguenta mais o trauma e você dorme
Na calada da noite, a criança quis brincar
Quando tento pensar em qualquer coisa que me desvie da rota imaginária que a minha mente traçou até a boca do inferno
Me dissipo
Quantos comprimidos?
Eu quero me jogar da ponte mais alta que houver
E quando a minha pele tocar a água
Eu já serei um mar de lágrimas secas
Sem pavor, sem medo
resistir não me salvou do inferno
eu ainda estou aqui
contando números irregulares de motivos pra te contar que foi mentira
que
as 93849389 vezes que eu enxuguei o rosto
os soluços pontiagudos na garganta
os amigos novos
as tantas tentativas de caber inteira num corpo que só me entende pela metade
não salvaram a minha pele das queimaduras de terceiro graume perdi nos polos da minha mente
e lamento ter sido lesionada a crer que haveria cura
redençãofaz quatro anos
ainda
estou
aqui
a confusão que vive na sua cabeça
não define quem você é.cr.
(via compostos)